literatura
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Fernando Pessoa (p/ Sr. Moitinho)
Vestia-se nos melhores alfaiates de Lisboa. No entanto, metia vales à caixa ou vendia livros para pagar as despesas. A Mensagem permitiu-lhe pagar as dívidas. No escritório tratavam-no por Senhor Pessoa. Ali era o seu lar. Ali escreveu, à noite, Tabacaria e parte da sua obra, na mesma máquina onde, de dia, redigia cartas e… Continue reading
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Manuel António Pina
Manuel António Pina vive entre livros, papéis e gatos. Lembranças, palavras e um cão. Nasceu no Sabugal, há 65 anos. É poeta, escreve livros infantis (embora não goste da designação), é cronista. A sua obra está traduzida, foi premiada. Pina é o tipo de homem que diz ao mesmo tempo coisas como: “Somos matérias de… Continue reading
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Paulo Pacheco (s/ Luiz Pacheco)
A entrevista ao filho do Luiz Pacheco é sobre o Luiz Pacheco. Estão à espera da grande figuraça, das pachecadas? Há disso. Há o tipo que deixa anotado numa tradução de Voltaire “sandes de merda”. Há o tipo que vai visitar os futuros sogros e foge com a irmã da noiva, então com 14 anos… Continue reading
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David Ferreira (s/ D. Mourão Ferreira)
“Depois do sucesso do Um Amor Feliz vai ao Brasil e conta-me quando vem: “Tive um romance de amor, mas ela já morreu”. Ele nunca tinha lido a Clarice Lispector, ou tinha lido de passagem, e ficou tão fascinado que decidiu escrever um romance, que nunca escreveu: o romance de um homem por uma escritora… Continue reading
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Maria Helena Rocha Pereira
Nasceu em casa, num tempo que já não se respira. Um tempo em que as meninas tinham preceptoras que iam a casa, diariamente, dar a lição. A casa era um palacete, no meio de um jardim grande e bonito, no Porto. Quando aos 18 anos se mudou para Coimbra, sentiu falta do jardim. E hoje,… Continue reading
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António Lobo Antunes (2008)
Ninguém, senão Lobo Antunes, poderia escrever a seguinte frase: um camafeu com crisântemos pintados. Ou: girinos novos e abelhas incompletas a aprenderem a ser. Tem uma voz própria. Aprendeu a ser. Ou, como ele diz: “Ninguém escreve como eu”. Lobo Antunes c’est lui. Uma única voz. Falou de querer pôr a vida toda dentro das… Continue reading
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Miguel Esteves Cardoso e Maria João Pinheiro
O MEC já escreveu que O amor é fodido. Vivia em Lisboa, em sofrimento, à beira de uma síncope. Tinha graça, juventude, hordas de seguidores. Agora está na fase de achar Como é linda a puta da vida (novo livro que colige crónicas dos últimos anos). Este é o tempo da Maria João, da vida… Continue reading
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Luís Fernando Veríssimo
Luís Fernando Veríssimo é o autor mais popular no universo da língua portuguesa. Vendeu mais de cinco milhões de livros. Goza de uma reputação única – por causa do humor, da ironia, da faca afiada sobre a sociedade brasileira, sobre o mundo. Por causa da qualidade. Mestre da crónica, de prosa curta e enxuta, publicou… Continue reading
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Ao Brás Cubas (que nasceu no mesmo dia que eu)
Nasci no mesmo dia de Brás Cubas, o personagem criado por Machado de Assis no final do século XIX. No Rio de Janeiro é sempre calor quando Outubro vai alto, as magnólias floriram e os grilos zumbem às três da tarde. Mas quando penso em Brás Cubas não consigo pensar nessa estação em que tudo… Continue reading
