conferências
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Porque sou feminista
O meu nome é Anabela Mota Ribeiro, nasci em Trás os Montes em 1971. Esta frase, tão simples, contém apenas alguns elementos de identificação. É o núcleo a partir do qual vou falar convosco sobre pequenos e grandes delírios domésticos. Por doméstico vamos considerar a casa, a família, uma certa atmosfera, um espaço habitado por… Continue reading
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Escrever: para quem e porquê – o problema dos filhos e o legado da nossa miséria em Machado de Assis
Recentemente, reli Dom Casmurro num velho exemplar onde identifiquei as anotações e sublinhados da minha segunda leitura do romance, em 2013. O exercício permite-me replicar as palavras do narrador e afirmar: se o rosto era igual, a fisionomia era diferente. Surpreendeu-me que há quase dez anos a fisionomia do livro já identificava o tema dos… Continue reading
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“Nadam-me peixes no sangue”: os bichos, os rios e a boa carnadura de Saramago
“Os meus pais sacrificaram-se muito e deram-me estudos para ir para a universidade? Não, tive estudos que estavam ao meu alcance e ao alcance da bolsa da família: estudei para ser serralheiro mecânico. Fui serralheiro mecânico. Depois fui várias coisas ao longo da vida. Li muito. Livros meus só os tive quando tinha 19 anos,… Continue reading
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Fuck Fascism: Freedom Day Forever – 25 Abril na Univ. San Diego
1. “Os meus pais trabalharam na construção civil durante muito tempo. O meu pai trabalhou em pedreiras. A minha mãe em limpezas. Tinham sempre dois trabalhos, pelo menos. A minha mãe, às vezes, tinha três. O nome deste programa, Os Filhos da Madrugada: nós somos os filhos daqueles que se levantavam de madrugada para trabalhar,… Continue reading
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Carolina Maria de Jesus e Nise da Silveira: a arte importa?
9 de Maio, 1958 “Eu cato papel, mas não gosto. Então eu penso: faz de conta que estou sonhando.” Num impulso, adoptei esta frase de Carolina Maria de Jesus para falar convosco sobre o Belo, a utilidade ou inutilidade do Belo. Não está mencionado, mas na minha memória está implícita, com Carolina, a presença de… Continue reading
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Ler e escrever (Plano Nacional de Leitura)
Aprendi a ler com cinco anos, numa escola pública. Até há pouco tempo, não prestei especial atenção ao facto de ter aprendido cedo e ter aprendido bem. Fiz o primeiro ano, que então se chamava primeira classe, duas vezes: a primeira com cinco anos, quando frequentei a turma do meu irmão, um ano mais velho… Continue reading
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Paula Rego – Museu Picasso Málaga, 8-6-22
“Se eu morresse, morria com O Anjo. Levava O Anjo comigo. É verdade. Ela é ao mesmo tempo um anjo da guarda e um anjo vingador. A sua missão é proteger e vingar. Traz os símbolos da Paixão, a espada e a esponja.” O Anjo foi feito no fim da [série do] Padre Amaro (1998).… Continue reading
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Annie, Susana, Natalia, Tatiana: Read(S)
Esta manhã acordei e comecei um livro novo da Annie Ernaux. Gosto de reservar a primeira hora do dia para ler o que me apetece ler, aquilo que não está ligado ao meu trabalho, ainda que alimente e apareça sedimentado no meu trabalho. Annie Ernaux é uma escritora francesa que nasceu na Normandia em 1940.… Continue reading
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P/ Mª Filomena Molder, 36 anos da FCSH
1. Não queria ser pomposa ou resvalar para uma erudição, que não tenho como devia, nesta apresentação que vou fazer. Mas trago Dante e a Divina Comédia para começar a falar convosco, esta tarde. Começa assim o longo poema, de 14 mil versos, que o poeta italiano escreveu no toscano que todos podiam entender, e… Continue reading
