teatro

  • Jorge Silva Melo

    “E os dias que não estive junto deles, a decifrar-lhes a letra miudinha, como os recuperar? Porque gostava de ser lembrado como alguém que, como os gatos, se passeou, um «flâneur». E gostava de escrever com a independência do Garret das «Viagens», também «flâneur», apenas porque me faltou a rosa da juventude”. Jorge Silva Melo… Continue reading

  • Glicínia Quartin

    A pergunta é recorrente: quantas vidas cabem numa vida? Glicínia, a menina da Vila Sousa que se enfeitiçava com as figuras de Malhoa. Glicínia, a intelectual que se cruza com Almada Negreiros, Abel Manta, Jorge de Sena, Cesariny nos cafés de Lisboa. «Havia várias tertúlias. Quando era miúda, o meu pai dizia-me: «Vai-me buscar ao… Continue reading

  • Ricardo Pais

    Ricardo Pais é encenador. Pressente o teatro na sua vida como uma coisa insidiosa – um karma. Que é uma palavra inesperada numa «pessoa tão estruturada» quanto ele, diz ele. Quando se exilou em Londres, quando era muito jovem e contava com adversidades várias, fervilhava na urgência de ser refractário. Mas se fugir à tropa… Continue reading

  • Isabel de Castro

    Quando pela primeira vez gostou de se olhar, e se reencontrou no que via, tinha mais de trinta anos. O que o espelho lhe devolvia era a vida, sulcada na cara. Uma vida vivida em bolandas, entre Portugal e Espanha, palcos e êxitos desiguais, cinco filhos e um pai e uma mãe amados desalmadamente. Lembra-se… Continue reading

  • Maria de Jesus Barroso

    Maria de Jesus. As fotografias mostram-na a representar a jovem «Benilde», a dizer poesia revolucionária, a discursar num comício nos anos quentes de um país. Mostram-na envolvida pelos filhos João e Isabel, abraçada a Mário na Foz do Arelho, em 56, quando eram incrivelmente jovens e tinham a felicidade estampada na cara. As fotografias mostram-na… Continue reading

  • Beatriz Batarda e Luís Miguel Cintra

    “Qual é a qualidade que mais aprecio num actor? A generosidade. Consiste no gosto de se expor, correr riscos, estar aberto a outras pessoas. É precisar deixar que lhe aconteçam coisas. Quando partimos para a profissão com a intenção de ser admirados, não estamos abertos à surpresa, à curiosidade, à generosidade da profissão e da… Continue reading

  • Rita Blanco

    Rita Blanco, a propósito de Alice, a filha: «Não estou disposta a que ela fique demasiado lesada por isto. Não posso pô-la numa pessoa qualquer. A única hipótese era ela ficar com uma pessoa suficientemente próxima para que as minhas ausências pudessem ser suportáveis. Eu vou para ao teatro e a minha mãe fica aqui… Continue reading

  • Jorge Silva Melo (“Esta Noite Improvisa-se”)

    “Esta Noite Improvisa-se” é uma exortação à liberdade. Por vezes interrompida pela contingência. Um carrossel frenético que fenece a duas voltas do fim. O debate de uma questão central na obra do autor italiano: o que é que é da arte, o que é que é da vida? Uma peça tardia de Pirandello, escrita em… Continue reading

  • Filipe La Féria

    «O que nos torna artistas é a observação do nosso semelhante. Observar o comportamento humano é o que mais me fascina: descrevemos, fazemos teatro, pintamos sempre na descoberta deste bicho que é o ser humano». Criou os maiores êxitos do teatro português. Os seus espectáculos têm invariavelmente salas lotadas. Sobre o palco o ambiente é… Continue reading

  • António Feio

    Todas as coisas têm um princípio e um fim. Portanto… A partir dos 40 anos, percebi que tudo corre depressa. Se a pessoa não começa a fazer determinadas coisas, nunca as vai fazer. Também tenho a sensação que não vale a pena ter sonhos difíceis ou impossíveis de concretizar. Não me quero desgastar. Isto é… Continue reading