Adriana Molder desenha de joelhos, no chão, com tinta da China, por vezes um vermelho sangue, sobre papel esquisso. Nesta posição há qualquer coisa da criança que está no chão a descobrir as formas, a cor, o movimento da mão. Desenha retratos, figuras fantasmagóricas, a que chega através do cinema e da literatura. Entre as suas muitas exposições, está A Dama de Pé de Cabra, com Paula Rego, no museu Casa das Histórias, em 2012. É artista plástica, nasceu em 1975. A sua mãe tinha 25 anos quando a deu à luz. Adriana teve uma filha aos 41. Em 75 nasceram cerca de 180 mil crianças no país, em 2017 foram pouco mais de 86 mil. Entre 2006 e 2019 viveu em Berlim.

Os Filhos da Madrugada: 25 entrevistas a homens e mulheres, nascidos e criados em democracia. Diferentes sensibilidades políticas. De diferentes áreas de trabalho e geografias. Um retrato concreto, particular do quotidiano do Portugal que hoje somos, 47 anos depois da revolução. De 1 a 25 de Abril, cerca das 22.30, na RTP3.
Autoria e condução das entrevistas de Anabela Mota Ribeiro, jornalista, 1971.
Fotografia de Estelle Valente.

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