Curso de Cultura Geral (19 Fev 2017)

José Manuel Pereira de Almeida é médico desde os 23, padre desde os 33. Não trouxe para o programa a Bíblia, mas sim “O Principezinho”, esse mito da nossa infância que nos ensina a importância da palavra cativar. 

Yara Kono é ilustradora, nasceu em São Paulo em 1972, é de ascendência japonesa. No seu livro “Uma Onda Pequenina”, que assina com Isabel Minhós, parte deste princípio: as histórias ajudam-nos a vencer o medo. 

Ana Dias Silva estudou Direito, trabalha num banco, voltou à faculdade este ano para fazer um mestrado em Estética. Já visitou Itália com Stendhal e Goethe. 

Vou falar com eles sobre cultura geral, perguntar se, de facto, as histórias, as experiências de cultura, nos ajudam a ter menos medo, como é que interferem na nossa vida de todos os dias. E vamos falar do significado de cativar, cuidar, daquilo que nos cativa, daquilo que cuidamos.

 

A lista de Ana Dias da Silva, bancária

  1. A morte de Ivan Ilitch, Tolstoi e O Mendel dos Livros, Stefan Zweig;

  1. Sobre a fotografia, Susan Sontag;

  1. O Engenheiro do Tempo Perdido, (entrevistas) de Pierre Cabanne e Marcel Duchamp;

  1. Todos os filmes de Ozu e Rossellini, em particular Viagem a Tóquio e Europa 51; todos os filmes do Martin Scorsese, em particular Toiro Enraivecido;

  1. Ver o filme Aurora do Murnau no cinema King, sozinha na plateia;

  1. Visitar a Villa Farnesina, a “Fornarina” de Rafael e a Galleria Borghese, na companhia de Goethe e Stendhal, em Roma;

  1. Toda a obra de Cézanne;

  1. A Fundação Calouste Gulbenkian e a Cinemateca Portuguesa, empatadas;

  1. A poesia do Ruy Belo e do Paulo José Miranda;

  1. O Museu do Louvre e o Metropolitan.

 

A lista de José Manuel Pereira de Almeida, padre

  1. O Museu Nacional de Arte Antiga e tudo o que está à volta;

  1. Quebra-nozes, de Tchaikovsky, e o Teatro Nacional de São Carlos;

  1. O Principezinho, de Antoine de Saint-Exupéry (em especial, lido por Gérard Philipe);

  1. Contos Exemplares, de Sophia de Mello Breyner Andresen;

  1. Carmen, de Bizet;

  1. D. Quixote, de Miguel de Cervantes;

  1. Gracias a la vida, de Violeta Parra;

  1. Crimes and Misdemeanors, de Woody Allen;

  1. O Kyrie da “Missa em Si”, de Bach, e o texto da experiência de Julien Green;

  1. O céu da igreja de Santa Isabel, de Michael Biberstein (Lisboa).

 

 A lista de Yara Kono, ilustradora

    1.Vinícius de Morais – A casa;

  1. Hayao Miyazaki – Tonari no Totoro;

  1. George Orwell – 1984;

  1. Lina Bo Bardi – MASP;

  1. Hokusai – O Monte Fuji com Tempo Limpo (Fuji Vermelho) / da série Trinta e seis vistas do Monte Fuji;

  1. El Lissitzky / Vladimir Mayakovsky – Dlia golosa (For the Voice); 

  1. Wes Anderson – The life aquatic with Steve Zissou;

  1. Daniel Blaufuks – exposição “Corte” na Igreja de São Roque;

  1. Eric Satie – Gnossienne No. 1;

  1. Pina Bausch – Kontakthof (Dancing Dreams, documentário).

 



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