cultura

  • Júlio Pomar e Mário Soares

    Como é que é quando dois velhos amigos se encontram? “Velhos?!”, graceja Júlio Pomar. Como é que é quando dois homens que se conhecem há coisa de 70 anos se reencontram? Fizeram-se amigos numa altura em que respirar e reagir eram quase sinónimos. Foram opositores da ditadura. Partilharam cela. Cumpriram o que então se prognosticou.… Continue reading

  • Manuel João Vieira

    Isto não é uma entrevista a Manuel João Vieira, isto é uma entrevista aos heterónimos de Manuel João Vieira. O músico, o candidato presidencial, o artista plástico. Uma destas tardes, apareceram todos lá por casa (do Manuel João, em Campo de Ourique). Ele é muitos. Nada fica de fora. Sócrates e as escutas, Manuela Ferreira… Continue reading

  • Júlio Pomar

    Desgrenhado, silencioso, mordaz, desconcertante. Fala do barulho dos eléctricos da sua infância. Da impossibilidade de se ter cruzado com Pessoa numa rua da Baixa, ainda que se movimentassem no mesmo perímetro; porque figuras como a de Pessoa eram figuras de outro Planeta. Como Picasso, que não conheceu, em Paris. À sua volta, no atelier, há… Continue reading

  • Tom Jobim

    A conversa sobre a morte não era recorrente. Tom Jobim falava de bichos, música, chopp, papo furado. Falava sobre árvores, que um dia apresentou ao filho como se apresentam pessoas. Sobre o mundo, o Brasil, o Rio, (cidade linda e dissipante, como um dia a descreveu). Mas em 1980, em entrevista à revista Manchete, Tom… Continue reading

  • Lourdes Sendas

    Lourdes Sendas nasceu no norte de Portugal em 1945. Viveu fora. Vive há anos em Setúbal. Foi professora, é artista plástica. Conversámos em sua casa num dia de sol, com os desenhos desta exposição sobre a mesa. Não ouvimos Laurie Anderson nem Chico Buarque. Mas eles estavam no nosso imaginário. Bem como os caminhos da… Continue reading

  • Frederico Lourenço

    E andámos de roda dos antigos. E falámos de Heitor e Aquiles como se fossem – como são – pessoas como nós. Do que acalma a dor do mundo. Do sofrimento como condição inelutável do humano. De aceitar que as coisas tenham sido como foram. Falámos da vida de Frederico Lourenço a partir dos antigos… Continue reading

  • O que é ser culto hoje?

    “Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso (e, sem dúvida, sobretudo o verso) é o que mais pode lançar mundos no mundo”. Caetano Veloso ergueu colunas, apontou para o infinito na canção “Livro”. Fez da palavra e da procura um acto de criação do mundo. Nós partimos da interrogação: O que é ser… Continue reading

  • José Eduardo Agualusa e Mia Couto

    Muxima é a palavra que em quimbundo designa coração. E amigo, como se diz? Que palavras dizem a amizade de José Eduardo Agualusa e Mia Couto? Alguns pontos de uma genética comum: livros, identidade, a vida secreta das plantas, as cores que temos e que uma menina de quatro anos vê e um adulto não… Continue reading

  • Eduardo Batarda (2001)

    Eduardo Batarda nasceu em Coimbra em 1943. Estudou na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, depois de ter marcado passo três anos em Medicina. Era para ter sido um académico reputado. Acabou pintor de merda, diz ele. (Eu, por acaso, gosto muitíssimo, mas o facto, além de não interessar nada, não interessa nada ao… Continue reading

  • Sérgio Godinho

    Sérgio Godinho, o experimentador. Poeta, além de escritor de canções, performer, realizador, desenhador, homem dos sete instrumentos. Interventor. Escreveu canções que todos sabemos de cor (Com um Brilhozinho nos Olhos, A Noite Passada, Liberdade, É Terça-Feira, Barnabé… Chega?). Em fins de Abril de 1971, gravou no Stawberry Studio de Paris o seu primeiro disco. “Que… Continue reading